A dengue e o verão

A dengue e o verão

Com a proximidade do verão aumenta a preocupação com a incidência de doenças transmitidas pelos mosquitos. O governo federal iniciou a atuação contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, com diversas ações em todo o país. São atividades integradas e simultâneas, desenvolvidas em articulação com prefeituras, governos estaduais e população.

Em todo o país, as visitas aos imóveis contarão com a participação permanente de 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 60,4 mil agentes de controle de endemias, bem como com o apoio de 6 mil militares das Forças Armadas.

 O  é a estação mais abafada do ano e caracterizada também por ser a mais chuvosa e úmida. Em todo o país, é comum termos muitos dias consecutivos com temperaturas elevadas neste período. Os meses de verão são os mais chuvosos do ano na maioria das áreas do Brasil. É nos meses de verão que cai a maior parte da precipitação média anual.

A incidência de larvas de mosquito pode aumentar nas áreas onde a estação das chuvas coincide com altas temperaturas. As condições meteorológicas influenciam diretamente no processo de proliferação de mosquitos. Fatores como chuva (quantidade de dias com chuva e volume de chuva), umidade e temperatura é que ditam a condição para aumento ou diminuição da população de mosquitos em uma determinada região. ‘Cruzando estes dados do passado, presente e futuro (previsão) temos como estimar se a condição é favorável ou desfavorável para proliferação’, comenta a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim.

No  você acompanha o índice de proliferação de mosquito que é calculado de acordo com a temperatura e o volume de chuva do dia. O objetivo principal é darmos um apoio aos nossos usuários quanto à necessidade de se proteger e até mesmo decidir sobre um passeio, por exemplo.

Dados

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou, até 22 de outubro, 1.458.355 casos de dengue. No mesmo período de 2015, esse número era de 1.543.000 casos, o que representa uma queda de 5,5%. Considerando as regiões do país, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores números de casos, com 848.587 casos e 322.067 casos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Centro-Oeste (177.644), Sul (72.114) e Norte (37.943).

No país, foram registrados 251.051 casos suspeitos de febre chikungunya, sendo 134.910 confirmados. No mesmo período, no ano passado, eram 26.763 casos suspeitos e 8.528 confirmados. Ao todo, 138 óbitos registrados pela doença, nos estados de Pernambuco (54), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (19), Ceará (14), Bahia (5), Rio de Janeiro (5), Maranhão (5), Alagoas (2), Piauí (1), Amapá (1) e Distrito Federal (1).

Em relação ao vírus Zika, foram 208.867 casos prováveis, até o dia 22 de outubro, o que representa uma taxa de incidência de 102,2 casos a cada 100 mil habitantes. Foram confirmados laboratorialmente, em 2016, três óbitos por vírus Zika.  Em relação às gestantes, foram registrados 16.696 casos prováveis em todo o país.

Foto: Climatempo

Como prevenir?

Os casos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, têm preocupado os profissionais de saúde em todo o Brasil. Desta maneira, além de prevenções bastante conhecidas, como não acumular água, eliminar os criadouros e evitar ao máximo a proliferação dos mosquitos, o uso de produtos para afastar o transmissor da doença é fundamental. Assim, a utilização de repelentes é essencial, principalmente nas crianças, para que o desconforto e os riscos de picadas sejam reduzidos.

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